segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mais uma dose…

Quando cheguei me vi em meio a gente que queria ao meu lado. O lugar, aconchegante, pelas paredes marcas das pessoas que sempre, sempre mantive guardadas em alguma parte da memória mas o tempo fez questão de querer que enxergasse outros caminhos. Para muitos deles seria apenas mais um personagem vestido a caráter, para ao menos 3, o velho amigo.
Vejo um casal, parece simples, um casal, duas pessoas com desejos opostos conversando, beijando, dois corpos em atrito contra as leis da física se tornando um. Ao lado deles, uma garota. Só, acompanhada por todos, olhava ao seu redor com a impolgação de uma criança com um novo brinquedo em mãos, estranho a seus olhos e costumes. Acanhada, nota que meu olhar involuntariamente passa a se fixar em seus olhos afoitos. Seu jeito doce, contradizendo as regras ditadas pelo ambiente, me fazendo a acreditar que não era o único que não sabia reagir de forma alheia a situação. A sobriedade talvez tenha causado esta reação de minha parte, timidez é algo que me consome quando acredito ter dominio sobre mim. Me contradigo, volto  a olhar pra garota e tudo o que consigo é sorrir, trocar meia dúzia de palavras e um novo crash de sentidos. Olhos, ouvidos, boca e pele já não respondem aos meus comandos e a cada passo da garota com olhos de mar, mais bobo fica meu sorriso.
A noite vem e enfim… nada, nada porém também não é fim. Sopro, vento, brisa e furia. Nas ruas, a caminho do que um dia chamei de casa, aquela imagem não se apaga. No plano de fundo, em primeiro plano e em pleno pensar. Insône e maltrapilho,  de veras encabulado.

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